segunda-feira, 30 de abril de 2012

Rótulos: Um presente que pode virar passado


Acho que é uma perda de tempo ficar rotulando as pessoas por causa da roupa que veste, do modo que usa o cabelo, e até mesmo pelo jeito que fala. Mas é algo que todos nós fazemos. Somos programados a rotular as pessoas, para que haja uma separação social a partir daí.

Vivemos em uma sociedade que ainda cria um padrão de comportamento para as pessoas. E quando algo não se encaixa no parâmetro exigido socialmente, sofre preconceito pelos demais.

A nossa sociedade cria um padrão para as pessoas com o objetivo de fazê-las seguir um único estereótipo, tendo assim, uma melhor relação entre as pessoas.

Só que toda essa situação de rotular alguém ou algo se trata apenas da parte externa, do que pode ser visto apena. O que importa quando há a rotulação é o que a pessoa transmite com a sua imagem.

Rótulos existem pela necessidade de nos sentirmos integrados a algo, ou até mesmo aceitos em alguns grupos sociais. Só que isso é prejudicial, muitas vezes, para a pessoa. É criada outra personalidade que deve ser seguida à risca para continuar inserida em tal círculo social.

Aceitar-se como é tem que ser o primeiro passo. Não há mudança se não quisermos. O nosso dever é não nos alienarmos a pré-conceitos da nossa personalidade.

Podemos mudar essa situação. Num mundo onde há liberdade de expressão, propagar a ideia de fim dos estereótipos é o início de uma revolução, de uma nova sociedade. Tal que possua opiniões próprias e que não viva em prol de pré-julgamentos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Homofobia nas escolas




Pesquisas indicam que as escolas brasileiras são preconceituosas com os gays. Informação é a arma para reverter à situação.
Os jovens que apresentam comportamentos heterossexuais não preocupam, pois condizem com as normas da sociedade. O que realmente é a preocupação da maioria são os homossexuais que existem nas escolas e que a cada dia, é mais comum encontrá-los.
Existe um conceito chamado heterossexualidade, que é a sexualidade natural, aceitada pelo homem e que deveria ser a única existente no mundo. Nesse cenário, a homossexualidade e a bissexualidade são consideradas um desvio de norma. Uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo publicada este ano mostra que, quando perguntados sobre pessoas que menos gostam de encontrar, os entrevistados classificaram em quarto lugar os homossexuais (16%). Foram deixados para trás somente por usuários de drogas, pessoas que não acreditam em Deus e ex - presidiários.
Quando o olhar é voltado para a escola, o resultado não é diferente. Outro estudo, divulgado em 2004 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), revela que quase 40% dos alunos entrevistados não gostariam de ter homossexuais como colegas e mais de 35% dos pais não gostariam de tê-los como amigos dos filhos.
Antes de tudo, devemos deixar claro que ninguém escolhe ser gay.  A opção sexual, mesmo que não possuam análises conclusivas sobre o assunto, mostra que não é algo que a pessoa escolhe, acontece naturalmente, e normalmente, na escola. O fato é que, no ambiente escolar, comportamentos desviantes da norma muitas vezes são encarados como problemas. 
Há muitas e muitas histórias de gays e lésbicas que foram rejeitados pelos amigos de classe, professores e até mesmo outros funcionários da escola (diretores entre outros), por causa da sua sexualidade.
Isso ocorre em todos os lugares. Não estamos isentos de uma onde de preconceito só porque estamos no século XXI. O certo mesmo era que houvesse igualdade, não importa a raça, a origem ou a sexualidade de uma pessoa, de modo geral. A inteligência, capacidade de compreensão, raciocino lógico entre outras especialidades não vai ser julgada pela orientação sexual do aluno.

Grande parte dos homossexuais descobre seu desejo sexual na idade escolar, como acontece com os heterossexuais. Durante a adolescência, jovens podem ter experiências com colegas do mesmo sexo, o que não é a comprovação irrefutável da orientação de alguém. Pode ser um meio de buscar conhecer certas formas de satisfação. Mas pode também ser o momento de uma descoberta, caso o jovem se sinta confortável com a experiência. O problema não é o aluno ser declaradamente gay, mas como podemos aprender (e também ensinar) que são múltiplas as formas de vivenciar os afetos e a sexualidade.A Educação deve desmontar estereótipos, veicular conhecimentos objetivos e fomentar nos jovens a capacidade de defender a si próprios de forma não violenta.

A luta contra o câncer é a luta contra a ignorância


Em 2012, o Brasil terá 519 mil casos novos da doença. Como nós adolescentes podemos virar o jogo



“O Brasil de hoje é melhor que o dos anos 80. O país avançou, mas ainda tem uma dívida enorme no quesito educação. A falta de conhecimento é um entrave sob vários aspectos, mas se torna cruel quando consome a saúde. Um exemplo? Pense nos mitos que em pleno século XXI atrapalham a prevenção e o combate ao câncer. A luta contra o câncer é a luta contra a ignorância.” Cristiane Segatto, colunista da Revista Época.
Se a educação dos brasileiros é ruim, o ensino de ciência é muito pior. Falta cultura científica à nossa população. O resultado é a perpetuação de certos mitos, como fazer um purê de aspargos e comer essa papa em jejum cura todos os tipos de câncer e fortifica o sistema imune. O que fazer? Aceitar que a crença nessas bobagens é um traço cultural do povo brasileiro ou tentar virar o jogo?
Só a educação salva – e ela deve começar cedo. A maioria das pessoas que criam esse tipo de ilusão com mitos são as mais velhas, que a cada ano que passa, transfere tal história adiante, a fazendo percorrer por gerações.
A educação sistemática e a assistência de saúde antigamente eram praticamente inexistente para as classes mais pobres há tempos atrás, o que forçava as pessoas a criarem seu próprios remédios, suas próprias conclusões de como curar uma doença. Não é que eu esteja dizendo que qualquer receita que envolva histórias populares não seja verdade. Existem sim plantas medicinais, que são grandes aliadas da medicina para alguns tratamentos, mas elas são estudadas, testadas, e depois que há uma comprovação de que houve melhora com a mesma, começa-se a produção em massa de tal medicamento.
Houve sim um grande avanço no Brasil, como disse a Cristiane Segatto, mais há muito que melhorar. Vivemos num país em que igualdade só existe mesmo no papel, que a educação não é para todos, e não há uma preocupação em tirar essas pessoas da marginalidade. Em pleno século XXI ouvirmos pessoas falando meras bobeiras sobre medicamentos que curam câncer, doenças venéreas entre outras.
A nova geração pode e deve mudar isso. Educação é tudo, e aqueles que possuem acesso é à ela, precisam conscientizar-se que não há meio termo, a alienação dos nossos antepassados não pode criar um novo Brasil alienado. Se cada adolescente, cada médico, cada jornalista, cada cidadão que tiver acesso à informação de qualidade fizer um esforço para passá-la adiante, o Brasil pode ganhar a luta contra a ignorância.  

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A celulite

Algumas preocupações estéticas consome tanto do nosso bom humor, da nossa alegria, que vale a pena pensar se é justo toda essa ênfase a elas.
"Por que as meninas se abalam tão profundamente quando descobrem novos furinhos no bumbum?  A celulite das meninas são parte de um fenômeno. Só virou um problema porque nossa cultura, tão influenciada pela indústria de celebridades, só enxerga beleza naquilo que é previsível, padronizado, artificialmente criado." Disse Cristiane Segatto, repórter e colunista da revista Época.
Quem está fora do padrão aceitável na sociedade sofre. As mulheres que se veem com uma celulite aqui ou ali não aceitam o fato de que é da natureza humana, que não somos robôs e que sim, nós temos imperfeições. As mulheres se sentem inseguras mesmo quando ouvem de seus namorados que são atraentes e que uma celulite não atrapalha nem a deixa menos bonita por isso. Todos os namorados insistem, mas elas não acreditam que seja verdade e que seus namorados não estão nem um pouco preocupados com isso.
Não é mentira, é cientificamente comprovado que o que leva a um homem sentir atração por uma mulher ou vice-versa é muito mais do que um simples corpinho bonito. Existem critérios muito mais importantes.
O assunto que discutimos aqui é discutido em todas as partes do mundo. O tabu de que a mulher deve ter um corpo, digamos, "perfeito" afeta uma sociedade inteira, onde há mulheres que ficam deprimidas, sofrem, se isolam, por não possuírem o mesmo padrão de beleza "exigido" pela sociedade.
Não conheço nenhum garoto que tenha dispensado uma menina interessante por causa de uma celulite. Isso não existe meninas. O que acontece mesmo é a auto-rejeição. O fato da mulher não se aceitar, se desconsiderar bonita por causa de uma celulite não vem do vizinho ou da amiga, vem de dentro, dela mesma que se impôs a dizer que aquilo, a celulite, a impede de viver.
Observamos, hoje em dia, mulheres com celulites na praia, de biquíni, do lado de mulheres magras, sem nenhum tipo de imperfeição (pelo menos que seja visível). Não estou dizendo que é fácil, porque não é. Tenho celulite e sei bem que é difícil pra nós mulheres convivermos com algo que, infelizmente, é inevitável. O que tem que acontecer, ou pelo menos deveria, é o fato de aceitar-se, sem se importar com o próximo ou com o que é mostrado nas revistas de moda. "As revistas de moda só fazem você se achar mais feio", disse Pedro Bial. Nenhum homem vai deixar de te desejar, de te achar linda ou de querer namorar, casar com você por causa das suas celulites. Estamos nos século XXI, não podem existir mulheres alienadas, aniquiladas por um sofrimento que não existe. Celulite não é problema, é um bônus que toda mulher, até a mais bonita do mundo, já passou ou vai passar por isso.
Não se reprimam minhas ladies, peças raras como as mulheres não devem se reprimir, foram feitas pra se mostrar. Com ou sem celulite.