Debruçada na janela de minha alma vejo meus olhos, vejo coragem, vejo a fé.
A
fé em nada, a coragem que não existe e os olhos vazios, assim como a
minha alma, que vista da janela já se percebe o quão vazia ela se tornou
de uns tempos pra cá. Foi o fim de um tempo. Foi o começo de uma vida.
Não
tenho mais alma, tenho palavras. Palavras essas que me tomam e me levam
para um abismo que eu me jogaria sem dó nem piedade quantas vezes fosse
necessário como fiz. Não doeu, pelo contrário, a dor cessou.
Do tudo virei nada.
Da moça cheia de alma, cheia de si virei moça vazia, cheia de espaço para o novo, para o mais.
Virei moça de palavras, que me levam como a brisa, que me fazem sentir a sensação de liberdade.