Dizem por aí que eu não sou essa garotinha que todos pensam. E não sou mesmo.
Numa tarde chuvosa, acendo o meu cigarro e bebo o meu café pensando nas besteiras que fiz na noite passada, nos caras com quem fiquei e com quantos ainda vou ficar.
Olho meu vestido preto jogado no chão e me recordo de momentos que só ele sabe. Observo meu quarto, vejo as fotos do meu mural, lembro dos meus amigos, das coisas que fizemos juntos e do quão importante foi aquela época.
Me deixo ir mais fundo: olho a carta que ganhei do meu ex namorado. Lembro dos beijos mais gostosos do mundo, das promessas de amor, dos fins de tarde observando o pôr-do-sol e da nossa cama quente nas noites mais frias que o mundo pôde ter.
Me levanto e observo a chuva. Ela tem um caimento que nunca havia percebido. Cai como eu, quando me sinto sozinha, triste, angustiada. Quando não possuo mais forças para lutar.
Vejo flashbacks da minha vida e percebo que foi tudo em vão. Foi como se nada tivesse existido, como se até até mesmo aquele café e aquele cigarro fossem de mentira. Não tenho identidade.
Não critico quem diz que eu não sou quem eu aparento ser, porque quem eu sou de verdade, nem eu mesma posso dizer.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Tempo, tempo, tempo.
Temos tempo de tudo. Tempo de sorrir, de chorar, de ser feliz, de ficar triste e de sentir tantas coisas a ponto de não saber o que se sente. E os tempos mudam, os sentimentos mudam e é como se começasse um novo ciclo a cada sentimento que começa a crescer dentro de nós.
Dizem que nós mesmo podemos fazer o nosso tempo, mas não podemos. Não há como saber quando vamos ficar tristes ou alegres, quando vamos magoar alguém o sermos magoados. Isso é uma coisa que não se é programadao, acontece.
O mais importante é saber esperar o tempo. É saber entender a situações em que nos encontramos e compreender que o tempo é o senhor de tudo. Não é acomodar-se, é simplesmente não se levar por impulsos, não fazer as coisas precipitadamente.
Nada melhor que o tempo para nos ajudar a entender coisas que nenhum ser humano conseguiria nos explicar.
Dizem que nós mesmo podemos fazer o nosso tempo, mas não podemos. Não há como saber quando vamos ficar tristes ou alegres, quando vamos magoar alguém o sermos magoados. Isso é uma coisa que não se é programadao, acontece.
O mais importante é saber esperar o tempo. É saber entender a situações em que nos encontramos e compreender que o tempo é o senhor de tudo. Não é acomodar-se, é simplesmente não se levar por impulsos, não fazer as coisas precipitadamente.
Nada melhor que o tempo para nos ajudar a entender coisas que nenhum ser humano conseguiria nos explicar.
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