quinta-feira, 19 de julho de 2012

Reticências

Larguei o colorido e voltei para o preto e branco. Ou melhor, para o preto.
Os dias não são os mesmos e a noites então... essas mudaram, nunca mais serão as mesmas.
O café esfriou, o meu suéter não secou e você... simplesmente sumiu.
Não existe luar, não existe mar, não existe mais nada...
Você saiu pela porta e levou todas as cores com você, e a ausência delas me deixou assim: sem vida, obscura, com saudade, chorando, chorando, chorando...


terça-feira, 17 de julho de 2012

Curtinho

Não pedi em momento nenhum para que isso acontecesse, apenas aconteceu e hoje eu me encontro em estado de repouso esperando você me acordar dizendo que eu sou tudo que você sempre sonhou.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

E dou um passo à frente. Você, um atrás.
Eu vou. Você volta.
Eu digo mil coisas. Você se cala.
Eu tento me aproximar mais uma vez. E você foge.
Me retraio, choro.
Mas continuo te amando.
 E toda noite quando abraço meu travesseiro, fico pensando que ele poderia ser você.
 




domingo, 8 de julho de 2012

Uma pequena nota sobre um sofrimento qualquer


E diversas vezes olhei suas fotos. Olhei seus emails e lembrei das suas palavras. Procurei algum vestígio do que eu poderia chamar de esperança. Mas nada foi encontrado. 
O desespero tomou conta de mim de tal forma que é difícil respirar. Os olhos se enchem de lágrimas e a vontade de gritar é imensa. Gritar pra que? Pra quem? Se você não irá me ouvir nem me ajudar.
Achei que fosse o fim de tudo que eu tinha passado meses atrás, só que tudo isso é apenas um acréscimo nas minhas parcelas eternas de sofrimento. Tudo bem, não tenho como fugir dessa história mesmo, o que me resta é sentir. Sentir sozinha, sofrer sozinha e tentar me recuperar sozinha.

Quem inventou o amor me explique, por favor.


Ao som de Smash Into You, música que me faz pensar em tudo que eu ainda quero (e vou viver) com o meu anjo.

Abri e fechei o caderno. Peguei e depois joguei a caneta pra bem longe de mim. Tomei coragem, estou escrevendo agora.
Como podemos né? Absorver sensações contraditórias, diabólicas, insensatas, incandescentes e intraduzíveis desse jeito? Como uma palavra de duas vogais e duas letras pode consumir tanto da gente? Acredito que nem a pesquisa mais avançada poderá responder essa pergunta pra nós.
A delícia de estar amando alguém é igual, exatamente igual à de quem sofre por amor, só que de modo contrário. Estar em contato com o amor, sendo ele de modo bom ou ruim, se torna algo inexplicável. Chega a ser masoquismo ambas as partes. Porque quando se está amando e é correspondido, acontece um turbilhão de coisas, uma mistura de sensações que chega a doer, e nós nos sentimos bem com isso, e quando se sofre por amor, preferimos, muitas vezes, sofrer a se ver livre daquilo que está fazendo mal.
Ultimamente passei a ocupar meus dias pra saber mesmo o que é esse tal de amor, que a gente sente, deixa de sentir, acontece de uma hora pra outra, deixa lembranças que, boas ou ruins, serão inesquecíveis, que tem quatro letras e que nunca ninguém nesse mundo vai conseguir definir com palavras o que isso quer dizer dentro de nós.
No dicionário dizem que amor é isso:
“1.Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem.
2.Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma causa.”

Será mesmo? No que o nosso querido Aurélio Buarque de Holanda Ferreira se baseou para dizer com tanta certeza que o amor é isso? Sinceramente, não há como acreditar nisso, todos sabemos que não dá.
Há algo que é muito maior que essas meras palavras numa folha de papel por trás desta simples e ingênua palavra, que nos deixa sem ar, com o pensamento nas nuvens, com os objetivos mudando a todo instante, com a vontade de nunca mais deixar de amar.
Falei, falei e falei e cheguei a conclusão que eu vou escrever um milhão de textos e nunca vou saber o que é o amor, sabe por quê? Porque ele se renova, e se reconstrói e se modifica a cada dia, a cada vez que um casal se apaixona, a cada vez que um casal rompe, e nós nunca conseguiremos chegar a uma conclusão do que acontece com os sentimentos.
Uma palavra pode até ter uma denominação específica, mas nunca poderá especificar o que se passa através de um sentimento.