Home, ali.
"E eu sei que outro dia despedacei as expectativas de alguém, mas lá no
fundo eu me eximo de culpa porque sempre fui transparente. E fica tudo
tão confuso... pra mim." Elenita Rodrigues.
Foram momentos difíceis, que eu nem imagino como eu sobreviveria se não fossem os meus textos. É livre sabe?! É livre... É puro, sincero. Cada texto escrito, por baixo de sorrisos ou lágrimas é sincero. Você não precisa provar pra ninguém, não precisa ter certeza de nada, precisa só de algo que te possibilite escrever e expressar tudo que sente (ou não sente). E foi isso que eu fiz, durante todo o ano, dia após dia, afogando as minhas mágoas, sorrindo loucamente, chorando desesperadamente... só escrevi.
Desde o momento que o papel e caneta se tornaram os meus melhores amigos eu pude aprender que a minha vida é MINHA, e que eu tenho que viver pra mim, pensando no próximo, mas viver PRA MIM, o que eu não fazia mais. Foi libertador, não digo bom, mas libertador. Você se desprender das pessoas, querer tê- las perto de si mas não necessitar mais delas fez com que eu me sentisse mais eu, que eu pudesse me enxergar por trás de toda a confusão. E eu agradeço à todos os textos que eu publiquei e principalmente aos que eu não publiquei, que me fizeram enxergar cada momento como uma coisa que passou, acabou e que não tem mais volta. Bons ou ruins, fazem parte de um passado que a cada dia se torna mais distante.
Eu sinto que o fim de 2012 é o momento mais esperado por mim durante todo o ano. Eu vou voltar pra casa. Vou voltar pra mim. Vou voltar, apenas. Meus textos só me ajudaram a amadurecer e esperar cada coisa acontecer no seu momento. Então, a cada palavra que eu escrevo saiba que eu estou ansiosamente esperando a virada do ano.
Mais uma vez uma chance de viver tudo diferente. Mais uma chance de voltar pra casa e (re)arrumar a bagunça que os últimos 12 meses fizeram.
"Escrevo porque é fácil me esconder atrás das palavras. É confortável e não me assusta."
Elenita Rodrigues.
