quinta-feira, 29 de novembro de 2012

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Home, ali.

"E eu sei que outro dia despedacei as expectativas de alguém, mas lá no fundo eu me eximo de culpa porque sempre fui transparente. E fica tudo tão confuso... pra mim." Elenita Rodrigues.

Foram momentos difíceis, que eu nem imagino como eu sobreviveria se não fossem os meus textos. É livre sabe?! É livre... É puro, sincero. Cada texto escrito, por baixo de sorrisos ou lágrimas é sincero. Você não precisa provar pra ninguém, não precisa ter certeza de nada, precisa só de algo que te possibilite escrever e expressar tudo que sente (ou não sente). E foi isso que eu fiz, durante todo o ano, dia após dia, afogando as minhas mágoas, sorrindo loucamente, chorando desesperadamente... só escrevi.
Desde o momento que o papel e caneta se tornaram os meus melhores amigos eu pude aprender que a minha vida é MINHA, e que eu tenho que viver pra mim, pensando no próximo, mas viver PRA MIM, o que eu não fazia mais. Foi libertador, não digo bom, mas libertador. Você se desprender das pessoas, querer tê- las perto de si mas não necessitar mais delas fez com que eu me sentisse mais eu, que eu pudesse me enxergar por trás de toda a confusão. E eu agradeço à todos os textos que eu publiquei e principalmente aos que eu não publiquei, que me fizeram enxergar cada momento como uma coisa que passou, acabou e que não tem mais volta. Bons ou ruins, fazem parte de um passado que a cada dia se torna mais distante.
Eu sinto que o fim de 2012 é o momento mais esperado por mim durante todo o ano. Eu vou voltar pra casa. Vou voltar pra mim. Vou voltar, apenas. Meus textos só me ajudaram a amadurecer e esperar cada coisa acontecer no seu momento. Então, a cada palavra que eu escrevo saiba que eu estou ansiosamente esperando a virada do ano.
Mais uma vez uma chance de viver tudo diferente. Mais uma chance de voltar pra casa e (re)arrumar a bagunça que os últimos 12 meses fizeram.




"Escrevo porque é fácil me esconder atrás das palavras. É confortável e não me assusta."
Elenita Rodrigues.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Aleatório



A gente chora.
A gente sorri com vontade de chorar.
A gente chora com vontade de sorrir.
A gente nada, nada, nada e morre na praia.
A gente se perde no meio do caminho.
A gente viaja, sente a brisa e volta pra casa.
A gente chora.
A gente se arrepende.
A gente esquenta, esfria e esquenta de novo.
A gente perde.
A gente ganha.
A gente vive.
A gente chora.
A gente cansa.
E depois disso tudo a gente morre.
A gente corre atrás sem saber que na frente é muito melhor.

Por Último

Eu tenho esperança, mesmo sem acreditar nela.


Sempre You and I.

Descontentamento



Sobre o meu descontentamento eu posso dizer que eu sofro. Sofro por querer tirar essa dor de mim e sofro principalmente por saber que pra você isso já passou.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Vida e morte



 "Sonhou,
Iludiu-se.
Tentou,
Não conseguiu,
Desistiu.
Cansou:
Suicidou-se."

Roberto Júnior

Dúvida



"Ser ou não ser?
Será dúvida?
Não sei…
Não, sei. É."

Roberto Júnior.

Soneto do absorto




"Cheio de pensamento frívolo,
Irrequieto, de mente amargurada.
E como se não bastasse, cansada.
Cansada da vida, como um tolo.

Tu não sabes o que tenho sentido,
Então não me fale palavras fúteis
Pois não estou incumbido
De ouvir seus sermões inúteis.

Se você parar pra enxergar,
Verás que cansei
De me amofinar.

Pois estou absorto,
Parei,
Quase morto."



Roberto Júnior