segunda-feira, 9 de abril de 2012

Homofobia nas escolas




Pesquisas indicam que as escolas brasileiras são preconceituosas com os gays. Informação é a arma para reverter à situação.
Os jovens que apresentam comportamentos heterossexuais não preocupam, pois condizem com as normas da sociedade. O que realmente é a preocupação da maioria são os homossexuais que existem nas escolas e que a cada dia, é mais comum encontrá-los.
Existe um conceito chamado heterossexualidade, que é a sexualidade natural, aceitada pelo homem e que deveria ser a única existente no mundo. Nesse cenário, a homossexualidade e a bissexualidade são consideradas um desvio de norma. Uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo publicada este ano mostra que, quando perguntados sobre pessoas que menos gostam de encontrar, os entrevistados classificaram em quarto lugar os homossexuais (16%). Foram deixados para trás somente por usuários de drogas, pessoas que não acreditam em Deus e ex - presidiários.
Quando o olhar é voltado para a escola, o resultado não é diferente. Outro estudo, divulgado em 2004 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), revela que quase 40% dos alunos entrevistados não gostariam de ter homossexuais como colegas e mais de 35% dos pais não gostariam de tê-los como amigos dos filhos.
Antes de tudo, devemos deixar claro que ninguém escolhe ser gay.  A opção sexual, mesmo que não possuam análises conclusivas sobre o assunto, mostra que não é algo que a pessoa escolhe, acontece naturalmente, e normalmente, na escola. O fato é que, no ambiente escolar, comportamentos desviantes da norma muitas vezes são encarados como problemas. 
Há muitas e muitas histórias de gays e lésbicas que foram rejeitados pelos amigos de classe, professores e até mesmo outros funcionários da escola (diretores entre outros), por causa da sua sexualidade.
Isso ocorre em todos os lugares. Não estamos isentos de uma onde de preconceito só porque estamos no século XXI. O certo mesmo era que houvesse igualdade, não importa a raça, a origem ou a sexualidade de uma pessoa, de modo geral. A inteligência, capacidade de compreensão, raciocino lógico entre outras especialidades não vai ser julgada pela orientação sexual do aluno.

Grande parte dos homossexuais descobre seu desejo sexual na idade escolar, como acontece com os heterossexuais. Durante a adolescência, jovens podem ter experiências com colegas do mesmo sexo, o que não é a comprovação irrefutável da orientação de alguém. Pode ser um meio de buscar conhecer certas formas de satisfação. Mas pode também ser o momento de uma descoberta, caso o jovem se sinta confortável com a experiência. O problema não é o aluno ser declaradamente gay, mas como podemos aprender (e também ensinar) que são múltiplas as formas de vivenciar os afetos e a sexualidade.A Educação deve desmontar estereótipos, veicular conhecimentos objetivos e fomentar nos jovens a capacidade de defender a si próprios de forma não violenta.

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