Pesquisas indicam que as
escolas brasileiras são preconceituosas com os gays. Informação é a arma para
reverter à situação.
Os jovens que apresentam
comportamentos heterossexuais não preocupam, pois condizem com as normas da sociedade.
O que realmente é a preocupação da maioria são os homossexuais que existem nas
escolas e que a cada dia, é mais comum encontrá-los.
Existe um conceito
chamado heterossexualidade, que é a sexualidade natural, aceitada pelo homem e
que deveria ser a única existente no mundo. Nesse cenário, a homossexualidade e
a bissexualidade são consideradas um desvio de norma. Uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo publicada este ano mostra que,
quando perguntados sobre pessoas que menos gostam de encontrar, os
entrevistados classificaram em quarto lugar os homossexuais (16%). Foram
deixados para trás somente por usuários de drogas, pessoas que não acreditam em
Deus e ex - presidiários.
Quando o
olhar é voltado para a escola, o resultado não é diferente. Outro estudo,
divulgado em 2004 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência
e a Cultura (UNESCO), revela que quase 40% dos alunos entrevistados não
gostariam de ter homossexuais como colegas e mais de 35% dos pais não gostariam
de tê-los como amigos dos filhos.
Antes de tudo, devemos deixar claro que ninguém escolhe ser gay. A opção sexual, mesmo que não possuam análises conclusivas sobre o assunto, mostra que não é algo que a pessoa escolhe, acontece naturalmente, e normalmente, na escola. O fato é que, no ambiente escolar, comportamentos desviantes da norma muitas vezes são encarados como problemas.
Antes de tudo, devemos deixar claro que ninguém escolhe ser gay. A opção sexual, mesmo que não possuam análises conclusivas sobre o assunto, mostra que não é algo que a pessoa escolhe, acontece naturalmente, e normalmente, na escola. O fato é que, no ambiente escolar, comportamentos desviantes da norma muitas vezes são encarados como problemas.
Há muitas
e muitas histórias de gays e lésbicas que foram rejeitados pelos amigos de
classe, professores e até mesmo outros funcionários da escola (diretores entre
outros), por causa da sua sexualidade.
Isso
ocorre em todos os lugares. Não estamos isentos de uma onde de preconceito só
porque estamos no século XXI. O certo mesmo era que houvesse igualdade, não
importa a raça, a origem ou a sexualidade de uma pessoa, de modo geral. A
inteligência, capacidade de compreensão, raciocino lógico entre outras
especialidades não vai ser julgada pela orientação sexual do aluno.
Grande
parte dos homossexuais descobre seu desejo sexual na idade escolar, como
acontece com os heterossexuais. Durante a adolescência, jovens podem ter
experiências com colegas do mesmo sexo, o que não é a comprovação irrefutável
da orientação de alguém. Pode ser um meio de buscar conhecer certas formas de
satisfação. Mas pode também ser o momento de uma descoberta, caso o jovem se
sinta confortável com a experiência. O problema não é o aluno ser
declaradamente gay, mas como podemos aprender (e também ensinar) que são
múltiplas as formas de vivenciar os afetos e a sexualidade.A Educação deve
desmontar estereótipos, veicular conhecimentos objetivos e fomentar nos jovens
a capacidade de defender a si próprios de forma não violenta.

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