segunda-feira, 9 de abril de 2012

A luta contra o câncer é a luta contra a ignorância


Em 2012, o Brasil terá 519 mil casos novos da doença. Como nós adolescentes podemos virar o jogo



“O Brasil de hoje é melhor que o dos anos 80. O país avançou, mas ainda tem uma dívida enorme no quesito educação. A falta de conhecimento é um entrave sob vários aspectos, mas se torna cruel quando consome a saúde. Um exemplo? Pense nos mitos que em pleno século XXI atrapalham a prevenção e o combate ao câncer. A luta contra o câncer é a luta contra a ignorância.” Cristiane Segatto, colunista da Revista Época.
Se a educação dos brasileiros é ruim, o ensino de ciência é muito pior. Falta cultura científica à nossa população. O resultado é a perpetuação de certos mitos, como fazer um purê de aspargos e comer essa papa em jejum cura todos os tipos de câncer e fortifica o sistema imune. O que fazer? Aceitar que a crença nessas bobagens é um traço cultural do povo brasileiro ou tentar virar o jogo?
Só a educação salva – e ela deve começar cedo. A maioria das pessoas que criam esse tipo de ilusão com mitos são as mais velhas, que a cada ano que passa, transfere tal história adiante, a fazendo percorrer por gerações.
A educação sistemática e a assistência de saúde antigamente eram praticamente inexistente para as classes mais pobres há tempos atrás, o que forçava as pessoas a criarem seu próprios remédios, suas próprias conclusões de como curar uma doença. Não é que eu esteja dizendo que qualquer receita que envolva histórias populares não seja verdade. Existem sim plantas medicinais, que são grandes aliadas da medicina para alguns tratamentos, mas elas são estudadas, testadas, e depois que há uma comprovação de que houve melhora com a mesma, começa-se a produção em massa de tal medicamento.
Houve sim um grande avanço no Brasil, como disse a Cristiane Segatto, mais há muito que melhorar. Vivemos num país em que igualdade só existe mesmo no papel, que a educação não é para todos, e não há uma preocupação em tirar essas pessoas da marginalidade. Em pleno século XXI ouvirmos pessoas falando meras bobeiras sobre medicamentos que curam câncer, doenças venéreas entre outras.
A nova geração pode e deve mudar isso. Educação é tudo, e aqueles que possuem acesso é à ela, precisam conscientizar-se que não há meio termo, a alienação dos nossos antepassados não pode criar um novo Brasil alienado. Se cada adolescente, cada médico, cada jornalista, cada cidadão que tiver acesso à informação de qualidade fizer um esforço para passá-la adiante, o Brasil pode ganhar a luta contra a ignorância.  

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