O sapato está ali, mas a gente isiste em andar descalços com preguiça de amarrar o cadarço.
A gente se machuca, sangra, dói muito, mas ainda assim, não coloca os sapatos por preguiça.
E a vida continua... sem os sapatos.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Ódio
Eu amo o seu sorriso, principalmente aquele que vem depois de uma resposta irônica.
Eu amo os seus olhos quando eles estão olhando para lugar algum, pensando em alguma coisa.
Eu amo os seus lábios, que me fazem sentir o melhor gosto do mundo quando me beijam.
Eu amo o jeito como fala bem juntinho ao meu ouvido o quanto se sente bem comigo.
Eu amo estar distraída e de repente te sentir roubando um beijo meu.
Eu amo o quão loucos nós somos por essas ruas da vida, nos abraçando e nos beijando em qualuqer lugar.
Eu amo voltar ao primeiero dia em que nós nos beijamos, e amo fazer isso por não poder mais estar com você.
Amo tanto que me odeio por isso.
Eu amo os seus olhos quando eles estão olhando para lugar algum, pensando em alguma coisa.
Eu amo os seus lábios, que me fazem sentir o melhor gosto do mundo quando me beijam.
Eu amo o jeito como fala bem juntinho ao meu ouvido o quanto se sente bem comigo.
Eu amo estar distraída e de repente te sentir roubando um beijo meu.
Eu amo o quão loucos nós somos por essas ruas da vida, nos abraçando e nos beijando em qualuqer lugar.
Eu amo voltar ao primeiero dia em que nós nos beijamos, e amo fazer isso por não poder mais estar com você.
Amo tanto que me odeio por isso.
Pensamento
Sei de tudo que está acontecendo e me sinto uma idiota por estar passando por isso (disse eu em pensamento, com as lágrimas a derramar), mas eu não pedi pra ser uma louca apaixonada em pleno século XXI, mesmo com toda essa história de que ninguém é de ninguém na minha cara.
Isso não cola pra mim.
Você é meu. Só meu.
Isso não cola pra mim.
Você é meu. Só meu.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Just Ride
“Eu estava no inverno da minha vida – e os homens que encontrei pelo
caminho eram meu único verão. De noite eu dormia e tinha visões de mim
mesma dançando, rindo e chorando com eles. Três anos consecutivos em uma
infinita turnê mundial e minhas memórias deles foram as únicas coisas
que me sustentaram, e meus únicos momentos felizes reais. Eu era uma
cantora, não muito popular, que tinha o sonho de se tornar uma bela
poetisa – mas uma série de eventos desafortunados destruiu esse sonho e o
dividiu como um milhão de estrelas no céu noturno, para que eu fizesse
pedidos a elas de novo e de novo – brilhantes e destruídas. Mas eu não
me importei, porque sabia que ter tudo que você quer e depois perder
isso tudo é saber o que a liberdade verdadeiramente é.
Quando as pessoas que eu conhecia descobriram o que eu fazia, como eu vivia – elas me perguntaram porquê. Mas não faz sentindo falar com pessoas que tem um lar, elas não tem ideia de como é procurar segurança em outras pessoas, procurar um lar onde você possa descansar a cabeça.
Sempre fui uma menina incomum, minha mãe me disse que eu tinha alma de camaleão. Nada de uma bússula moral apontando para o norte, nada de personalidade fixa. Apenas uma determinação interna que era tão grande e oscilante quanto o oceano. E se eu dissesse que não planejava as coisas desse jeito, estaria mentindo, porque eu nasci para ser a outra mulher. Eu não pertencia a ninguém – pertencia a todo mundo, não tinha nada – que queria tudo com o fogo de cada experiência e uma obsessão por liberdade que me assustava tanto a ponto de nem conseguir falar sobre isso – e me empurrou para um ponto nômade de loucura que tanto me deslumbrava quanto me deixava tonta.
Toda noite eu costumava rezar para achar pessoas como eu – e finalmente achei – na estrada. Não tínhamos nada a perder, nada a ganhar, nada que desejássemos mais – exceto transformar nossas vidas em uma obra de arte.
Viva rápido. Morra jovem. Seja selvagem. E se divirta.
Eu acredito no que a América costumava ser. Eu acredito na pessoa que quero me tornar, acredito na liberdade da estrada. E meu lema é o mesmo de sempre – acredito na gentileza dos estranhos. E quando estou em guerra comigo mesma, eu ando por aí. Só ando por aí.
Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais escuras? Você criou uma vida para você mesmo na qual é feliz para experienciá-las? Eu criei. Eu sou louca pra cac*te. Mas eu sou livre.”
Que sirva de incentivo =)
Quando as pessoas que eu conhecia descobriram o que eu fazia, como eu vivia – elas me perguntaram porquê. Mas não faz sentindo falar com pessoas que tem um lar, elas não tem ideia de como é procurar segurança em outras pessoas, procurar um lar onde você possa descansar a cabeça.
Sempre fui uma menina incomum, minha mãe me disse que eu tinha alma de camaleão. Nada de uma bússula moral apontando para o norte, nada de personalidade fixa. Apenas uma determinação interna que era tão grande e oscilante quanto o oceano. E se eu dissesse que não planejava as coisas desse jeito, estaria mentindo, porque eu nasci para ser a outra mulher. Eu não pertencia a ninguém – pertencia a todo mundo, não tinha nada – que queria tudo com o fogo de cada experiência e uma obsessão por liberdade que me assustava tanto a ponto de nem conseguir falar sobre isso – e me empurrou para um ponto nômade de loucura que tanto me deslumbrava quanto me deixava tonta.
Toda noite eu costumava rezar para achar pessoas como eu – e finalmente achei – na estrada. Não tínhamos nada a perder, nada a ganhar, nada que desejássemos mais – exceto transformar nossas vidas em uma obra de arte.
Viva rápido. Morra jovem. Seja selvagem. E se divirta.
Eu acredito no que a América costumava ser. Eu acredito na pessoa que quero me tornar, acredito na liberdade da estrada. E meu lema é o mesmo de sempre – acredito na gentileza dos estranhos. E quando estou em guerra comigo mesma, eu ando por aí. Só ando por aí.
Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais escuras? Você criou uma vida para você mesmo na qual é feliz para experienciá-las? Eu criei. Eu sou louca pra cac*te. Mas eu sou livre.”
Lana Del Rey, Ride.
Que sirva de incentivo =)
domingo, 14 de outubro de 2012
Ou então...
Comprar uma casa no campo, tomar café na varanda com o amor da minha vida, contar uma história doida para os amigos e sumir. Ou então comprar um mapa, reunir os amigos, fazer uma viagem doida e passar a noite na praia. Ou então morar na cidade, ter um emprego legal, um marido legal, um filho e um cachorrinho de estimação. Ou então fazer tudo isso em estágios diferentes da minha vida.
Às vezes
Às vezes, eu só queria que as coisas fossem diferente. Que eu não precisasse ir atrás de você. Que você se preocupasse, ligasse e dissesse que sente a minha falta.
Às vezes eu queria acordar e sorrir por simples reconhecimento e agradecimento. Por estar viva, por estar ali, acordada, com os pés no chão tendo mais uma oportunidade de fazer a minha vida acontecer.
Às vezes eu só queria que alguém me fizesse um cafuné e conversasse comigo sobre o tempo ou o filme que vai passar na 'Sessão da Tarde'. Às vezes só queria um abraço bem apertado no meio de uma conversa qualquer que não necessitasse essa ação.
Às vezes que queria me sentir leve, feliz, confortável, satisfeita. Não com as pessoas, mas comigo mesma. Queria, às vezes, voltar aos velhos tempos, ao tempos em que o "foda-se" me fazia realmente muito bem.
Às vezes eu só queria aqueles risos soltos e aquela rodinha de conversa com as amigas do 2º ano, onde a nossa maior preocupação era com que roupa iríamos para a balada do próximo final de semana.
Às vezes eu só não queria chorar mais. Mas às vezes eu só queria chorar, porque falar se tornou uma coisa muito difícil.
Dormir e não acordar mais é uma coisa que às vezes me dá muita vontade que aconteça. Porque às vezes é mais fácil fugir dos problemas do que enfrentá-los. E eu já enfrentei tantos... que hoje eu não quero mais enfrentar nenhum.
Às vezes eu queria ser merecedora, digna, escolhida, só às vezes. Às vezes ser a preferida também não faz mal, às vezes ser a melhor também não.
Às vezes eu queria as coisas fossem diferente.
Às vezes eu queria acordar e sorrir por simples reconhecimento e agradecimento. Por estar viva, por estar ali, acordada, com os pés no chão tendo mais uma oportunidade de fazer a minha vida acontecer.
Às vezes eu só queria que alguém me fizesse um cafuné e conversasse comigo sobre o tempo ou o filme que vai passar na 'Sessão da Tarde'. Às vezes só queria um abraço bem apertado no meio de uma conversa qualquer que não necessitasse essa ação.
Às vezes que queria me sentir leve, feliz, confortável, satisfeita. Não com as pessoas, mas comigo mesma. Queria, às vezes, voltar aos velhos tempos, ao tempos em que o "foda-se" me fazia realmente muito bem.
Às vezes eu só queria aqueles risos soltos e aquela rodinha de conversa com as amigas do 2º ano, onde a nossa maior preocupação era com que roupa iríamos para a balada do próximo final de semana.
Às vezes eu só não queria chorar mais. Mas às vezes eu só queria chorar, porque falar se tornou uma coisa muito difícil.
Dormir e não acordar mais é uma coisa que às vezes me dá muita vontade que aconteça. Porque às vezes é mais fácil fugir dos problemas do que enfrentá-los. E eu já enfrentei tantos... que hoje eu não quero mais enfrentar nenhum.
Às vezes eu queria ser merecedora, digna, escolhida, só às vezes. Às vezes ser a preferida também não faz mal, às vezes ser a melhor também não.
Às vezes eu queria as coisas fossem diferente.
Coldplay no último volume às vezes faz bem.
sábado, 13 de outubro de 2012
“E eu tentei, juro que tentei ser o que você
queria, mas de algum modo você sempre achava um motivo para se
decepcionar comigo. Quando eu achava que finalmente tinha feito algo
que te agradaria, lá vinha você com as suas milhões de críticas dizendo que eu nunca fazia nada certo. Isso me machucava sabe? Me fazia
querer pular da janela do meu quarto no décimo quinto andar. Eu me
sentia um lixo, e todas as noites eu chorava desesperadamente, pedindo a
Deus que Ele me fizesse capaz de receber qualquer forma de afeto de sua
parte.
Hoje, anos depois, você finalmente me mostra o mínimo dos mínimos símbolos de afeto, mas agora já é tarde demais. Agora já estou bem grandinha, e não preciso mais de você para me proteger dos monstros que viviam embaixo de minha cama e dos que vivem a minha volta. Mas não vá pensando que me tornei uma garotinha assustada, com medo da própria sombra, muito pelo contrário. Me tornei uma das pessoas mais frias e grossas que você conhecerá, pois afinal, aprendi a criar uma barreira emocional tão grande quanto a muralha da China, para que ninguém jamais me machuque como você fez, e isso só tenho a lhe agradecer, afinal, as feridas que você me causou quando eu era pequena, me fizeram uma pessoa mais forte quando eu cresci.”
Hoje, anos depois, você finalmente me mostra o mínimo dos mínimos símbolos de afeto, mas agora já é tarde demais. Agora já estou bem grandinha, e não preciso mais de você para me proteger dos monstros que viviam embaixo de minha cama e dos que vivem a minha volta. Mas não vá pensando que me tornei uma garotinha assustada, com medo da própria sombra, muito pelo contrário. Me tornei uma das pessoas mais frias e grossas que você conhecerá, pois afinal, aprendi a criar uma barreira emocional tão grande quanto a muralha da China, para que ninguém jamais me machuque como você fez, e isso só tenho a lhe agradecer, afinal, as feridas que você me causou quando eu era pequena, me fizeram uma pessoa mais forte quando eu cresci.”
Texto de Maria Olívia Rezende.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Espera
"- Como assim o cara faz tudo por você e você simplesmente o deixa pra trás?
- É a vida minha cara. Enquanto ele espera por mim, eu espero por outro. E esse outro espera por outro, e a gente segue assim, na espera."
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Sem atalhos
Parei de pegar atalhos. Que a tristeza fique o tempo que for preciso, eu
sei que a felicidade me espera. Por isso, agora vou devagar. Sem
atalhos.
Ouvindo Birdy, ali.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Recordação
No meio de toda essa correria, tirei um momento pra tomar um cafezinho um dia desses na minha cafeteria preferida. Nada de anormal, os mesmos atendentes, as mesmas cores na fachada, a mesma cadeira e a mesma mesinha vermelha estava lá no meu canto preferido. Mas ela estava ocupada.
Sem entender o motivo daquela menina estar sentada na minha mesa, fui até ela e perguntei se poderia me sentar ali. Ela apenas acenou com a cabeça e continuou a beber o seu café ou sei lá o que era aquilo.
Ela olhava para o quadro que estava na parede como se lá estivesse a sua última tentativa de salvação. Perguntei se ela estava. Ela disse que sim e logo depois voltou atrás. Disse que estava ali porque era fraca demais para ficar sozinha dentro de casa. E começou a falar.
Identificou-se como Morgana e, sem ao menos saber meu nome, disse que tinha sérios problemas de insatisfação. Disse que não gostava do seu próprio corpo e já fez várias trapaças para deixar de ser feia. Ela me apresentou a Mia. Mia era uma amiga sua que a acompanhava, segundo ela, há uns dois anos. Com visitas diárias, sem faltar nenhum dia, Mia estava lá para fazê-la se sentir melhor. Depois que comer e se sentir culpada era Mia que a consolava. E disse mais coisas também.
Me contou que todos os amigos a deixaram, e nada mais lógico, já que ela tinha sido injusta com todos eles. Seu namorado a trocou por uma mulher linda, sarada e com o cérebro do tamanho de uma ervilha. E daí ela se sentiu insuficiente para as pessoas e para ela mesma.
Mia nunca a abandonou durante todos os esses anos. Segundo ela, "nunca seria quem eu sou hoje se não fosse a Mia". Não sei se isso é uma coisa boa, sinceramente."Não me imagino sem a Mia, ela faz parte de mim. É como se fosse parte do meu corpo que eu não posso descartar de jeito nenhum", é o modo como Morgana se referia a Mia.
A conversa foi evoluindo e ela foi contando de todo o seu dilema. Até que chegou a um momento em que eu vi lágrimas nos seus olhos e uma pergunta: "Você quer saber quem é Mia?" Eu respondi que sim, pois eu estava curiosa para conhecer quem "salvava a sua vida". Daí ela disse algo que me fez largar a xícara e arregalar os olhos.
"Mia é a Bulimia, a doença que me apareceu quando eu me vi sozinha e sem saída para resolver os meus problemas. Ninguém ligava, eu não tinha amigos, gostava de comer e engordava muito. Comecei a praticar a Mia por simples experiência e de repente me vi completamente presa a isso. Por mais que eu tente, é praticamente impossível deixá-la ir. É como se faltasse um pedaço de mim toda vez que eu não me econtro com a minha velha amiga no final do dia. Ninguém sabe disso. Ou melhor não sabia. Agora você sabe. Esse é o meu segredo, que agora está com você", disse Morgana com a voz mais amarga que eu pude ouvir em toda a minha vida.
Ela disse que precisava ir. Disse também que estava ali todos os dias, naquele mesmo horário, caso eu quisesse encontrá-la novamente. Perguntei a ela se queria saber o meu nome, ela disse que não precisava. E assim levantou-se e com apenas um olhar para trás, passou pela porta da cafeteria sem dizer mais nenhuma palavra.
Voltei no outro dia para encontrá-la, mas ela não estava lá. No outro também não. Nem no outro, nem no outro. Como um borrão, ainda lembro de sua face tímida, oprimida, chorosa e desesperada.
Nunca mais voltei a vê-la.
Sem entender o motivo daquela menina estar sentada na minha mesa, fui até ela e perguntei se poderia me sentar ali. Ela apenas acenou com a cabeça e continuou a beber o seu café ou sei lá o que era aquilo.
Ela olhava para o quadro que estava na parede como se lá estivesse a sua última tentativa de salvação. Perguntei se ela estava. Ela disse que sim e logo depois voltou atrás. Disse que estava ali porque era fraca demais para ficar sozinha dentro de casa. E começou a falar.
Identificou-se como Morgana e, sem ao menos saber meu nome, disse que tinha sérios problemas de insatisfação. Disse que não gostava do seu próprio corpo e já fez várias trapaças para deixar de ser feia. Ela me apresentou a Mia. Mia era uma amiga sua que a acompanhava, segundo ela, há uns dois anos. Com visitas diárias, sem faltar nenhum dia, Mia estava lá para fazê-la se sentir melhor. Depois que comer e se sentir culpada era Mia que a consolava. E disse mais coisas também.
Me contou que todos os amigos a deixaram, e nada mais lógico, já que ela tinha sido injusta com todos eles. Seu namorado a trocou por uma mulher linda, sarada e com o cérebro do tamanho de uma ervilha. E daí ela se sentiu insuficiente para as pessoas e para ela mesma.
Mia nunca a abandonou durante todos os esses anos. Segundo ela, "nunca seria quem eu sou hoje se não fosse a Mia". Não sei se isso é uma coisa boa, sinceramente."Não me imagino sem a Mia, ela faz parte de mim. É como se fosse parte do meu corpo que eu não posso descartar de jeito nenhum", é o modo como Morgana se referia a Mia.
A conversa foi evoluindo e ela foi contando de todo o seu dilema. Até que chegou a um momento em que eu vi lágrimas nos seus olhos e uma pergunta: "Você quer saber quem é Mia?" Eu respondi que sim, pois eu estava curiosa para conhecer quem "salvava a sua vida". Daí ela disse algo que me fez largar a xícara e arregalar os olhos.
"Mia é a Bulimia, a doença que me apareceu quando eu me vi sozinha e sem saída para resolver os meus problemas. Ninguém ligava, eu não tinha amigos, gostava de comer e engordava muito. Comecei a praticar a Mia por simples experiência e de repente me vi completamente presa a isso. Por mais que eu tente, é praticamente impossível deixá-la ir. É como se faltasse um pedaço de mim toda vez que eu não me econtro com a minha velha amiga no final do dia. Ninguém sabe disso. Ou melhor não sabia. Agora você sabe. Esse é o meu segredo, que agora está com você", disse Morgana com a voz mais amarga que eu pude ouvir em toda a minha vida.
Ela disse que precisava ir. Disse também que estava ali todos os dias, naquele mesmo horário, caso eu quisesse encontrá-la novamente. Perguntei a ela se queria saber o meu nome, ela disse que não precisava. E assim levantou-se e com apenas um olhar para trás, passou pela porta da cafeteria sem dizer mais nenhuma palavra.
Voltei no outro dia para encontrá-la, mas ela não estava lá. No outro também não. Nem no outro, nem no outro. Como um borrão, ainda lembro de sua face tímida, oprimida, chorosa e desesperada.
Nunca mais voltei a vê-la.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Ana
Venha Ana, e se deite aqui
Vou despi- la da forma mais delicada que conseguir
Beijarei seus lábios como se estivesse tocando em um algodão
E toda a euforia desaparecerá do seu lindo coração.
Venha Ana, não sei esperar
Sou impaciente, principalmente se com você puder estar.
Não te quero pela metade, te quero por inteira
Às vezes acho que te espero mais do que a minha querida sexta- feira.
Venha Ana, mas venha com todo o seu amor
E se você precisar que eu prove o meu, estarei ao seu dispor.
Desabafo
Faltando dois meses para o fim de 2012 e eu me vejo exausta. De tudo. De todos. Não consigo mais pensar, eu choro, choro muito, exigo atenção de quem nem se importa comigo, tenho problemas em casa e só quero passar no vestibular.
Essa vida de vestibulanda aliás está me matando. Eu não sei mais o que sou eu e o que é a minha vontade de ser uma universitária ano que vem. Viramos uma única coisa, o que é ruim em muitos momentos da minha vida, já que a vida não se resume em estudar apenas.
Os dias passam lentamente, vai ficando cada vez mais quente e eu cada vez mais exausta de subir um puta morro todos os dias e ainda voltar pra casa à noite em um ônibus lotado. Não tenho um bendito final de semana em paz, tem que acontecer alguma coisa pra me estressar e me fazer chorar. Eu não aguento mais.
Preciso de férias. De mim. De todo mundo. Da vida.
Essa vida de vestibulanda aliás está me matando. Eu não sei mais o que sou eu e o que é a minha vontade de ser uma universitária ano que vem. Viramos uma única coisa, o que é ruim em muitos momentos da minha vida, já que a vida não se resume em estudar apenas.
Os dias passam lentamente, vai ficando cada vez mais quente e eu cada vez mais exausta de subir um puta morro todos os dias e ainda voltar pra casa à noite em um ônibus lotado. Não tenho um bendito final de semana em paz, tem que acontecer alguma coisa pra me estressar e me fazer chorar. Eu não aguento mais.
Preciso de férias. De mim. De todo mundo. Da vida.
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