terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Escolhas



 ["Em pouco tempo não serás mais o que és..."] Cazuza

E sobre escolhas... Eu não sei se fiz a coisa certa, mas fiz o que meu coração mandou.

Sem razão, sem ciência. Arrumei minhas coisas, disse o adeus mais seco que já foi falado para alguém e saí porta a fora.  Não me despedi de um homem, nem de uma família. Me despedi de uma vida na qual não aguentava mais permanecer.

“Senhores deuses me protejam de tanta mágoa” foi o que disse quando fechei a porta do meu antigo lar. Pensei em Cazuza, em arriscar, em ser feliz e deixar tudo que faz mal pra trás. Foi a decisão mais difícil que eu tomei em toda a minha vida.

A gente não sabe como esquecer o que nos fez mal. A gente finge que esquece, a gente finge que não dói. E eu só tranquei tudo num apartamento e me mudei de estado, minha alma continua a mesma.
Não sei se foi a coisa certa, mas eu fiz o que meu coração mandou.  Alguns tostões, um sorriso disfarçado e uma mala pronta e lá ia a moça que disse nunca sair daquele lugar no qual guardava as suas piores lembranças.

Uma nova vida.
Novas pessoas.
Novos lugares.
Novos beijos, abraços.
Novo ‘eu’.
Novas lágrimas e mágoas também.

Porque, no fim de tudo, os inícios sempre são mil flores. Segurar as pontas quando se está no clímax da vida que é o difícil.

A casa mudou, os móveis também. Os sentimentos, os pensamentos, as dores não.  Estão apenas escondidas, mas enquanto elas não reaparecem eu curto o início. Com um novo sorriso, tentando viver a mudança não só do lado de fora, mas também dentro de mim.





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