Um dia de cada vez.
Não que eu fosse impulsiva antes, mas eu queria viver uns 30 dias de cada vez. Cansei.
O que me fazia bem já não faz mais, e eu tenho (necessito) que cortar da minha vida, e é de uma vez por todas. Não, jamais será por opção, e sim por necessidade. Para que eu possa ver tudo mais claro. Para que eu possa enxergar o mundo. Para que eu possa me enxergar.
Nessa nova fase de cortes e libertação não reconheço mais essa moça que agora é paciente e espera a sua vez. Que mesmo que se importe, já não faz mais nenhum tipo de manisfestação para que as pessoas percebam. E mesmo que todo mundo lhe ache jovem demais para isso, 16 anos são anos suficientes para sofrimentos e decepções para dar e vender.
Nunca me arrependerei de nada nem de nignuém que coloquei ou tirei da minha vida. Agora eu vejo como é necessário excluir, rasgar, apagar ou apenas jogar fora. Mas isso não significa que eu não vá mais chorar nem me desapontar com nada nem ninguém.
Significa que por enquanto (apenas por enquanto) é o momento de viver um dia de cada vez, sem pensar no amanhã, apenas tentando terminar o dia bem, para que o amanhã seja melhor que ontem, e assim sucessivamente. Essa coisa desgastante de remoer a dor, o passado, as angústias não vale a pena. Só piora a situação. Sempre piora.
O que eu quero mesmo é colorir o meu dia com as cores mais bonitas ao meu parecer, com sorrisos estonteantes e pessoas maravilhosas que me façam apenas o bem. E claro, viver um dia de cada vez.

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